domingo, 5 de maio de 2013

Conseguimos: matamos o Amor.

    
    O mundo de hoje não é dos amantes. Não é dos que precisam, dos que demandam, dos que choram. Não é dos que assumem fraquezas, dos que sentem falta, dos que se importam. Não. O mundo moderno não é dos que amam.

    Esse mundo é dos que recusam e dos que rejeitam. Dos que afirmam autossuficiência. Dos que gostam de bradar o tal do "se bastar". O mundo é negro e cinza. Um mundo sem laços e sem profundezas. É um mundo de efêmeras conexões, onde cínicos Narcisos procuram apenas a admiração de seus belos e ideais reflexos nos espelhos-d'água de suas secas almas. O mundo de hoje é triste, cheio de sucessos pessoais e fracassos coletivos, amorosos, conjugais.

        E eu ME OPONHO FRONTALMENTE a essa ética perversa do "bastar-se a si mesmo". Porque ela é anti-humana. Porque ela é destruidora. Porque ela não é real.

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